Operação mira fraudes bancárias do Comando Vermelho que movimentaram R$ 136 milhões
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Policiais encontraram um Jaguar roubado em Nova Iguaçu
Divulgação/PCERJ
A Polícia Civil do RJ iniciou nesta segunda-feira (9) uma operação em 2 estados contra um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV) que movimentou pelo menos R$ 136 milhões em 1 ano. Dois homens foram presos.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) saíram para cumprir 38 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, de imóveis de luxo e de contas bancárias.
Um dos alvos de buscas era Piero Gabriel Ramos, apontado como chefe do esquema. Na garagem da casa da Baixada havia um Jaguar roubado em 2024. Piero, que estava na Região dos Lagos, acabou preso em flagrante por isso.
Outro investigado era Raphael Ferreira Duarte, que tinha um mandado de prisão pendente por tráfico de drogas e homicídio. Ele foi encontrado em Oliveiras, interior de Minas Gerais.
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A investigação começou depois que uma instituição financeira denunciou irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, que resultaram inicialmente em um prejuízo de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das apurações e análises de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações financeiras de alto valor e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos. Os policiais identificaram a existência de um sistema estruturado para movimentação e ocultação de valores ilícitos em larga escala.
De acordo com a Draco, o principal operador financeiro da organização foi responsável por movimentar os R$ 136 milhões em 10 meses. O homem já era investigado em golpes em seguradoras.
Durante as diligências desta segunda, as equipes buscam apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, valores e bens de alto valor potencialmente ligados às atividades ilícitas.
A ação busca ainda identificar todos os integrantes da rede financeira envolvida nas fraudes bancárias e nos mecanismos de lavagem de dinheiro.
Agentes da Draco cumprem mandado em Rio das Ostras
Divulgação/PCERJ