Motorista investigado por atropelar e matar ciclistas na RS-115 foi a bar e boate antes do acidente, diz polícia
25/02/2026
(Foto: Reprodução) Fernanda Mikaella da Silva Barros, Clarissa Felipetti e Isac Emanuel Ribeiro da Silva
Reprodução/ Arquivo pessoal
A Polícia Civil identificou dois estabelecimentos onde o motorista suspeito de atropelar três ciclistas na RS-115 teria consumindo álcool horas antes do acidente ocorrido na manhã do último sábado (21), em Três Coroas, Região Metropolitana de Porto Alegre.
O acidente vitimou o casal Clarissa Felipetti e Isac Emanuel Ribeiro da Silva, além da amiga Fernanda Mikaella. As mulheres morreram na hora. O homem foi socorrido em estado gravíssimo e morreu na terça-feira (23).
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De acordo com a polícia, o condutor do veículo, de 42 anos, fugiu do local após a colisão sem prestar socorro, mas deixou a placa dianteira do carro em meio aos destroços. Identificado como José Carlos Almeida Bessa, ele foi localizado em casa e está preso preventivamente. A defesa do homem informa que "seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos". (leia, abaixo, na íntegra)
O teste do bafômetro de Bessa indicou 0,70 miligrama de álcool por litro de ar expelido, o dobro do que caracteriza crime de trânsito.
Placa perdida e câmeras de rodovia ajudaram a prender motorista que fugiu de acidente que matou duas ciclistas no RS
De acordo com a investigação, o primeiro ponto visitado por ele teria sido um bar em Igrejinha, próximo ao limite com Três Coroas. A proprietária relatou à polícia que o homem chegou por volta de 1h e permaneceu no local até as 4h, bebendo cerveja e demonstrando comportamento eufórico. Após deixar o bar, saiu dirigindo pela RS-115.
A Polícia Civil apurou que o motorista seguiu então em direção a Taquara, onde teria entrado em uma boate instalada próxima à divisa com Igrejinha. Conforme a investigação, ele chegou ao local às 4h24, deixando a boate às 5h24.
Logo após sair, o motorista teria voltado a acessar a rodovia em direção a Três Coroas. Minutos depois, segundo a polícia, aconteceu o atropelamento que tirou a vida dos três.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o trio de ciclistas cerca de um minuto antes do atropelamento na RS‑115. (veja abaixo)
Câmera mostra ciclistas 1 minuto antes de atropelamento na RS-115; 2 mulheres morreram
Quem eras as vítimas
O casal Isac e Clarissa deixa dois filhos: uma menina de oito e um menino de seis anos.
Clarissa Felipettii, 38 anos, era mais conhecida como Sissa. Formada em Educação Física e Publicidade e Propaganda, ela já havia trabalhado como assessora de imprensa na Prefeitura de Três Coroas e, atualmente, atuava como fotógrafa e no setor de marketing de uma empresa.
Isac Emanuel Ribeiro da Silva, de 35 anos, era corretor de imóveis e sócio de uma imobiliária em Três Coroas. A empresa publicou uma nota de pesar lamentando o falecimento: "Isac foi um homem íntegro e generoso, pai exemplar, esposo dedicado e amigo leal. Sua partida deixa um vazio imenso em todos nós."
Fernanda Mikaella da Silva Barros era natural de Minas Gerais e trabalhava em uma empresa calçadista da região. Em nota, a companhia lamentou a perda.
"Fernanda não era apenas uma profissional dedicada e comprometida, ela era verdadeiramente parte da nossa família. Com seu jeito doce, seu sorriso sempre presente e sua disposição em ajudar, marcou a vida de todos", diz o comunicado.
Ciclistas atropelados e mortos no RS costumavam andar de bicicleta 2 vezes por semana
O que diz a defesa do suspeito
"Em razão dos recentes acontecimentos e da ampla repercussão do caso envolvendo meu cliente, venho, na qualidade de sua advogada, esclarecer que a defesa está comprometida em assegurar que todos os fatos sejam apurados de forma justa, técnica e dentro dos limites da lei, na tentativa de afastar qualquer tipo de dolo.
Manifesto meu mais profundo respeito e solidariedade às famílias das vítimas Sissa e Fernanda neste momento de dor irreparável, reconhecendo a gravidade do ocorrido e, afirmo que estou em orações pela recuperação do Isac. Ressalto, contudo, que o processo judicial é o espaço legítimo para a análise das circunstâncias, das provas e das responsabilidades, garantindo-se o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório.
Reitero que qualquer julgamento precipitado, antes da conclusão das investigações, pode comprometer a busca pela verdade real e a aplicação correta da justiça. A defesa seguirá colaborando com as autoridades competentes para o pleno esclarecimento dos fatos.
Camila Schmorantz
OAB/RS 104.766"
Infográfico: acidente ocorreu em Três Coroas, motorista fugiu mas foi localizado
Arte/g1
Acidente deixou dois ciclistas mortos
Jeferson Ageitos/RBS TV
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